Proteção de Dados

Software de conformidade RGPD 2026: comparação e preços

Software de conformidade RGPD comparado para 2026: critérios, funcionalidades e preços reais para PME em Portugal. Análise adaptada à CNPD e à Lei 58/2019.

O software de conformidade RGPD automatiza as obrigações recorrentes do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados: o registo de atividades de tratamento (artigo 30.º), as avaliações de impacto (artigo 35.º), a gestão de pedidos dos titulares (artigos 12.º a 22.º), a notificação de violações no prazo de 72 horas (artigo 33.º) e a gestão de contratos de subcontratação (artigo 28.º). Para uma PME portuguesa, a escolha certa em 2026 é uma plataforma alojada na UE que mantenha o registo de tratamentos atualizado de forma automática, oriente as avaliações de impacto, faça a auditoria de contratos de subcontratação e controle os prazos — por um custo anual de aproximadamente 1.500 a 12.000 euros. A lista realista: Legiscope (plataforma da UE desenvolvida por juristas de proteção de dados, forte na automatização documental), Dastra (nível de entrada acessível da UE) e — apenas à escala empresarial — OneTrust ou TrustArc. Ferramentas de segurança como a Vanta ou a Sprinto são um complemento, não um substituto.

Em baixo explico o que torna o mercado português específico, que critérios realmente decidem a escolha e o que valem as opções — incluindo as suas fragilidades.

Divulgação: a Legiscope é o nosso produto. Incluímo-lo por pertencer à categoria e a transparência exige que o digamos desde já. Cada ferramenta é avaliada pelos mesmos critérios.

Porque é que o software RGPD não é um luxo em Portugal

A CNPD aplica coimas significativas. A Comissão Nacional de Proteção de Dados aplicou ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo uma coima de 400 mil euros em 2018 por permitir acessos indiscriminados a processos clínicos, violando os princípios de confidencialidade e segurança (artigos 5.º e 32.º). Mais recentemente, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa confirmou, em 2024, uma coima de 1.027.500 euros ao Município de Lisboa por ter divulgado dados pessoais de promotores de manifestações a embaixadas de países terceiros — o chamado caso «Russiagate». A fiscalização não atinge apenas grandes entidades: em 2024, a CNPD aplicou 23 coimas segundo o seu relatório de atividades.

A Lei n.º 58/2019. A Lei n.º 58/2019, que assegura a execução do RGPD na ordem jurídica nacional, acrescenta opções nacionais ao regulamento. Uma ferramenta deve refletir estas especificidades portuguesas e produzir documentação em português.

Ligação ao mercado brasileiro (LATAM). Muitas empresas portuguesas operam também no Brasil, onde vigora a LGPD (Lei n.º 13.709/2018), fiscalizada pela ANPD. Uma plataforma que apoie ambos os quadros normativos é uma vantagem para grupos com presença lusófona dos dois lados do Atlântico.

Os critérios que realmente decidem

Critério Porque é decisivo Requisito mínimo
Registo de tratamentos (art. 30.º) Primeiro documento que a CNPD pede Registo estruturado, exportação em português
Subcontratação (art. 28.º) Cada fornecedor cloud exige um contrato Auditoria de contratos de subcontratação e subsubcontratantes
Avaliação de impacto (art. 35.º) Obrigatória em tratamentos de risco elevado AIPD orientada, não um modelo vazio
Violações de dados (art. 33.º) Prazo de 72 horas inflexível Fluxo com controlo de prazos
Alojamento na UE Evita transferências para países terceiros Dados tratados e armazenados na UE
Língua portuguesa Legibilidade para a CNPD e colaboradores Saída integral em português

As opções — avaliadas com honestidade

1. Legiscope — melhor para PME que querem conformidade rápida

Preço: cerca de 99 a 299 euros/mês | A Legiscope foi concebida de raiz para PME. Usa inteligência artificial treinada em jurisprudência de proteção de dados para gerar um registo de tratamentos em poucos minutos e auditar um contrato de subcontratação em cerca de três minutos. A metodologia foi desenhada por investigadores com doutoramento e todo o tratamento ocorre em infraestrutura alojada na UE. Vantagens: geração rápida do registo, auditoria de contratos que sinaliza cláusulas não conformes, alojamento na UE, foco em PME. Limitações: plataforma mais recente, com base de utilizadores menor; concentra-se no núcleo do RGPD e não em múltiplos referenciais (ISO 27001, SOC 2).

2. Dastra — nível de entrada acessível da UE

Preço: a partir de cerca de 79 euros/mês | Plataforma francesa com boa cobertura de registo e gestão de consentimento. Vantagens: entrada económica, alojamento na UE. Limitações: orientação inclinada para a prática francesa, apoio em português limitado, funcionalidades de IA reduzidas.

3. OneTrust — para grandes organizações

Preço: sob orçamento, frequentemente acima de 20.000 euros/ano | O incumbente do mercado, com módulos para consentimento de cookies, risco de fornecedores e muito mais. Vantagens: funcionalidades mais amplas, ecossistema de integrações. Limitações: custo elevado e contratos anuais, implementação de 3 a 6 meses, interface complexa — sobredimensionada para a maioria das PME.

4. Vanta — para empresas SaaS com SOC 2

Preço: a partir de cerca de 300 euros/mês | Automatiza a recolha de provas a partir da infraestrutura cloud. Vantagens: excelente automatização técnica, integrações modernas. Limitações: o RGPD é um módulo secundário; a profundidade em registo, AIPD e auditoria de subcontratação é menor do que nas plataformas dedicadas.

5. Sprinto / TrustArc — casos específicos

A Sprinto acelera a preparação para vendas empresariais mas trata o RGPD como um referencial entre vários; a TrustArc é forte na dupla cobertura CCPA/RGPD para empresas norte-americanas com operações na UE. Ambas ficam aquém de uma plataforma europeia dedicada em termos de registo e subcontratação.

Tabela comparativa

Funcionalidade Legiscope Dastra OneTrust Vanta
Registo (art. 30.º) Gerado por IA Baseado em modelos Biblioteca de modelos Básico
Subcontratação (art. 28.º) Auditoria por IA Limitada Manual Não
AIPD (art. 35.º) Orientada + IA Modelos franceses Fluxo de trabalho Não
Alojamento na UE Sim Sim Opcional Não (EUA)
Língua portuguesa Sim Parcial Parcial Não
Preço inicial/mês ~99 € ~79 € 20.000+ €/ano ~300 €

Que ferramenta serve as PME portuguesas?

O que decide não é a amplitude de funcionalidades, mas três fatores: documentação em português, dados dentro da UE e um registo que se mantém vivo sem exigir um posto a tempo inteiro. Para uma empresa com 10 a 300 trabalhadores, isto aponta para uma plataforma da UE dedicada ao RGPD e não para uma suite empresarial onde o RGPD é um módulo secundário. Para planear o orçamento, veja a nossa análise de quanto custa um software RGPD e o nosso ranking do melhor software RGPD 2026. Se precisar de cobrir também a NIS2 ou a DORA, veja software NIS2 e software DORA.

Como migrar de folhas de cálculo para uma plataforma

A maioria das organizações portuguesas começa com um registo em Excel e alguns contratos de subcontratação numa pasta partilhada. A transição para uma plataforma não tem de ser dramática: exporte o registo existente, importe-o para a ferramenta (as melhores plataformas têm importação assistida por IA que estrutura os campos), reveja e complete os tratamentos sem fundamento jurídico ou prazo de conservação, e ligue cada tratamento ao respetivo contrato de subcontratação. Conte com algumas semanas de trabalho para uma organização de média dimensão, a maior parte das quais dedicada a completar o que a folha de cálculo já não continha, e não à migração em si. Uma plataforma completa cobre ainda a documentação da proteção de dados desde a conceção (art. 25.º) e mantém um procedimento de violação de dados pronto a acionar dentro do prazo de 72 horas.

Perguntas frequentes

Quanto custa um software de conformidade RGPD em Portugal?

As ferramentas de entrada para registo, violações e subcontratação custam cerca de 1.500 a 4.000 euros por ano (Legiscope, Dastra). As plataformas para empresas de média dimensão situam-se entre 4.000 e 12.000 euros por ano, e as suites empresariais como a OneTrust ultrapassam frequentemente os 20.000 euros anuais. Face às coimas da CNPD — de 400 mil euros ao Hospital do Barreiro a mais de um milhão ao Município de Lisboa — o investimento é modesto.

As PME precisam mesmo de software RGPD?

Sim. A isenção do artigo 30.º, n.º 5, para organizações com menos de 250 trabalhadores é, na prática, inaplicável a qualquer empresa que trate dados de pessoal, tenha um sítio web com ferramentas de análise ou mantenha uma base de clientes. A conformidade manual exige centenas de horas por ano — o software reduz esse esforço em 70 a 90 por cento.

O software RGPD substitui o encarregado de proteção de dados?

Não. O software não substitui a obrigação legal de designar um encarregado de proteção de dados quando exigido pelo artigo 37.º, mas reduz drasticamente a carga de trabalho e fornece a documentação que o encarregado precisa de apresentar numa fiscalização.

Conclusão

O software de conformidade RGPD certo para uma empresa portuguesa é aquele que produz documentação em português, mantém os dados dentro da UE e conserva o registo de tratamentos atualizado sem consumir um posto a tempo inteiro. As coimas da CNPD, dos 400 mil euros do Hospital do Barreiro ao mais de um milhão do Município de Lisboa, tornam a decisão simples. Comece pelos critérios da tabela, teste duas ou três ferramentas contra o seu ambiente real de dados e escolha a plataforma que transforma o registo e os contratos de subcontratação em documentos vivos, e não em folhas de cálculo esquecidas.

See Legiscope in action

AI-powered GDPR compliance that saves 340+ hours/year. Trusted by compliance professionals across Europe.

Request a demo
TD
Written by
Fondateur de Legiscope et expert RGPD

Docteur en droit de l'Université Panthéon-Assas (Paris II), 23 ans d'expérience en droit du numérique et conformité RGPD. Ancien conseiller de l'administration du Premier ministre sur la mise en œuvre du RGPD. Thiébaut est le fondateur de Legiscope, plateforme de conformité RGPD automatisée par l'IA.

View full author profile →